Saturday, April 12, 2014

the day after



adorei ontem, Lisboa sou eu, cada vez que volto só penso deixa estar eu rezo por ti vai ficar tudo bem vais ver... a luz, a luz...  alguns caminhos mudaram um pouco de sítio, e tal, perdi-me à saída  fui dar a volta ao campo das cebolas virada para nascente, passei pelo terreiro do paço virada para norte, passei à praça do município virada para poente, helàs!! e retornei ao cais do sodré, mas porque é que eu acredito em tudo o que me dizem?! tás a ouvir, Rui Braga, era para virar à esquerda e não à direita!! ahahaha que lindo que foi ia-me cruzando de novo com os rapazes... ehehehe mas lá vim certinha, alcântara nunca me engana, pelo menos ontem não me enganou, helàs!! e depois dá-me para o francês, que coisa!! tout est bien tout est bien oh mon dieu   


Friday, April 04, 2014

perto de ti

Joao A.Jan 7, 2012 11:21 PM Cara Lena Sou da colheita de 1964 e a minha praia sempre foi o jazz, pelo que o chamado rock português sempre me passou ao lado. Contudo hoje, Domingo, tinha a rádio da minha sala sintonizada na Antena 1 e ouvi uma música que me chamou a atenção. Fresca, com uma alegria irreprimível, até transformou o dia de Inverno em Verão. Puxo do iphone, lanço o Shazam, aponto para a coluna de som, aguardo o diagnóstico e... bam!! Perto de Ti, by Lena de Água. Ainda carreguei no botão para comprar no iTunes, but no luck :-( Eis então que resolvo ir procurar à Internet e chego ao teu blog, ao teu canal do youtube, e ao manancial de informação que aqui reuniste, muito apropriadamente subtitulado, "Para Memória Futura". Uma artista que tem toda esta informação meticulosamente organizada? Completamente anti estereotipo dos artistas desorganizados! Só isso merece aplauso :-) Ao ver todas as fotos, capas de disco, videoclips voltei por momentos aos anos 1980 e à minha adolescência. E concluí que foste provavelmente a mais bonita das cantoras portuguesas dos últimos quarenta anos. Até hoje. Ali, nos anos 80, em clips de baixo orçamento, sem precisares de grandes produções, metes todas as concorrentes num chinelo! Hoje em dia estamos a reviver um bocado esses tempos, todos esses sons estão novamente na moda. O País do século XXI redescobriu, por exemplo, as Doce. Concordo que elas são uma pérola desses tempos. Mas se as Doce são uma pérola, tu és o diamante Cullinan. De caras!! Fico também contente por saber que te tens virado para o Jazz. Ficas tu a ganhar e fica o jazz a ganhar! A tua canção já está no iPhone e vai fazer-me companhia nos próximos tempos. Beijos e felicidades! João

musicbox 11 de abril 2014 bilhetes à venda


'como se eu fosse tua' reloaded

Saturday, March 29, 2014

Viagens (entrevista ao DN em 2005)

DN- Viajas muito?
LA- Já viajei muito, por todo o mundo. De Macau ao Brasil, Canadá, Venezuela e México, Angola, Cabo Verde, Bósnia, Alemanha, Suíça, Luxemburgo, França, Inglaterra, Holanda, cinco ilhas dos Açores, Madeira e Porto Santo.
Hoje em dia saio pouco de Portugal, e só por causa da música. Este país tem inesgotáveis tesouros escondidos. Para quê ir mais longe?

DN-Qual foi a tua primeira grande viagem?
LA- A Viena de Áustria, quando tinha sete anos. O meu pai, depois de 13 anos a jogar como avançado centro no Benfica, fez a época de 63/64 ao serviço do Áustria Viena. A família acompanhou-o nesses nove meses. Fiz a segunda classe numa escola em Viena. Entrei sem saber uma palavra de alemão, mas ao fim de poucas semanas já entendia o essencial para poder comunicar com coleguinhas e professoras, e gostei de lá andar. Guardo ainda os meus cadernos desse ano em Viena. Os meus irmãos ainda eram pequenitos, ficavam em casa. Mas guardamos muitas recordações desse tempo: os eléctricos vermelhos de três carruagens, os gatos de trela a passearem as donas na relva à beira do Danúbio, as marcas da guerra presentes ainda em muitos edifícios, os dias de neve e os pombos, mas sobretudo a Missa cantada pelos Pequenos Cantores, que marcou a minha memória para sempre.

DN- Viajas muito em Portugal? Quais os lugares de eleição?
LA- Viajei muito em Portugal, conheço o país real por causa da música. Acompanhámos a transformação das estradas nacionais em IPs e Auto-Estradas, mas não me esqueci dos caminhos do trânsito local... os caminhos de Martim Longo, por exemplo, os corta matos de Ponte de Sôr, as pedras de Tolosa, os vinhedos e os cedros de S.Torcato ou as codornizes de Proença a Velha, passeando aos pares ao fim do dia, de mãos atrás das costas...
Fazem-se muitos amigos durante os anos em que vamos voltando aos sítios e vamos reafirmando amizades... Quando me decido a deixar a casa e os gatos para uns breves dias de oxigénio e serra, longe da minha cidade (eu nasci aqui em Lisboa e não tenho outra terra fora daqui), vou à terra dos amigos. E é bom. Não há hotel ou turismo de habitação que se compare à casa dos amigos. Nem país que me apeteça mais do que o meu.

DN- Qual a cidade mais bonita que conheceste até hoje e porquê?
LA- Lisboa. Gosto de a despir de 500 anos de vida e ficar a vê-la (eu suspensa no ar como uma figura de Chagall, de preferência, a noiva), assim nua com os pés dentro de água. Só colinas de muitos verdes e o rio azul profundo, deslizando silencioso. E o céu já cor-de-rosa e laranja do fim do dia, com o sol a cair muito devagar atrás de Cascais. Lisboa é a cidade mais bela que há no mundo, não há nada a fazer.

DN- Já alguma vez foste reconhecida na rua fora de Portugal? Se a resposta foi sim, conta-nos a experiência...
Onde encontraste as pessoas mais simpáticas e acolhedoras?
LA- Em todo o mundo encontrei pessoas simpáticas e acolhedoras. Isto porque em cada cidade de cada país há sempre pelo menos um português que me diz: “Bom dia! Então está por cá? Sou um grande fã seu, sabia?”.

DN- Fora de Portugal, onde gostarias de dar um concerto?
LA- No Caveau de la Huchette, em Paris. O meu Tributo à Billie Holiday, com os meus queridos músicos, no Caveau de la Huchette. Isso seria um espanto!

DN- Quando viajas, preferes ir à deriva ou ir com tudo marcado?
LA- Em férias com a minha filha fomos várias vezes à bolina. Foi muito emocionante.
Quando saímos em concertos, é claro que não! Trabalho é trabalho, e mesmo com todo o cuidado os percalços acontecem...

DN- Preferes o campo, a praia ou as cidades? Hotéis ou turismos rurais?
LA- Prefiro o campo que não fique muito longe do mar. O campo de vastos horizontes e muito céu. E gosto muito de acampar, desde miúda. O campismo dá-nos a liberdade de mudar de sítio quando nos apetece.

DN- Já marcaste alguma viagem através da Net? Se a resposta for sim: que tal a experiência? Se for não: porquê?

LA- Antes de viajar consulto a net para preparar roteiros e acertar pormenores, consultar os mapas, relembrar a história do lugar e os sítios a ver, essas coisas. Quando decido viajar agarro nas coisas essenciais e saio no dia seguinte, logo de manhã. As minhas viagens são rápidas e sempre dentro de Portugal. Com uma única excepção, que foi a minha ida a Ávila, no inverno de 91.

DN- Conta-nos uma história especial que te tenha acontecido em viagem.
LA- Nesta viagem de três dias que fiz até Ávila pernoitei na Pousada da Rainha Santa Isabel, em Estremoz, na ida e no regresso. Na primeira noite fazia um temporal tremendo, com muito vento e muita chuva. Vim espreitar a tempestade à janela do quarto, que dava para a parte interior do castelo(para quem não sabe, esta pousada foi construída no castelo). O vento era de tal maneira forte que o pequeno lago que existe no centro do claustro era um verdadeiro mar encapelado em miniatura, com os seus dois peixes de pedra como únicas testemunhas além de mim.

entrevista DN Destinos, Dez 2003

Thursday, March 27, 2014

e a verdade é que n~ºao tenho saudades de andar a viajar

e a verdade é que n~ºao tenho saudades de andar a viajar
nem de chegar ao quarto do hotel, desligar o ar condicionado e abrir as janelas para deixar entrar o ar, abrir a cama e guardar a colcha no armário, pendurar roupas e desemalar pinturas, escovas, a camisa de dormir, desligar tudo para ouvir a terra...
cantar era um pequeno tempo fora daquilo tudo, acabava logo, fugia depressa como areia entre os dedos

nem sempre foi fácil

preparo grandes coisas
aliás, talvez sejam pequenas coisas que farão toda a diferença
na minha vida, que seja :)
sinto-me bem, deixo o céu conspirar, agradeço

sabem que o antónio tem novo amor e rejuvenesceu?!! li algures mas não comprei o jornal
lol
beijos

18 agosto 2009

11 de abril e 13 de junho confirmados

musicbox Lisboa a 11 de abril e 13 de junho no festival Remember Cascais

lena d'água rock 'n' roll station

Wednesday, January 01, 2014

TAO

TAO

"Faço como o monge do Tibete
que ao frio se senta nu,
olham quietas as estátuas de Mu..."

techno25000 escreveu...
Esta é pra ouvir naquelas horas de preguiça em que nada apetece fazer, só ouvir boa música mesmo :)) E o toque oriental remete para lugares imaginários que há muito se deseja conhecer. É só fechar os olhos e deixar-mo-nos levar no embalo em direcção ao Oriente :)

Maria João Matos
escreveu...

namarië :) **)O(**

TAO
letra e música de luís pedro fonseca
in Terra Prometida, 1986